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II Fórum Cidades Criativas do Design


Se eles disseram que o design brasileiro tem o molho, que sorte a minha em poder misturar o dendê a esse tempero.


Na última semana, entre os dias 10 e 13/03, aconteceu em Brasília o II Fórum Cidades Criativas do Design. Estar presente nesse encontro foi mais do que participar de um evento, foi vivenciar, na prática, o que significa pensar o design como ferramenta de transformação coletiva.


Entre conversas, trocas e escutas atentas, me vi cercada por pessoas que não apenas constroem o design brasileiro, mas que também o tensionam, ampliam e reimaginam todos os dias. Gente articulada, conectada, que propõe e, sobretudo, acredita. E, para mim, estar nesse meio foi um momento de crescimento, daqueles que deslocam, provocam e fazem a gente enxergar novos caminhos possíveis.


Foi inspirador, mas também desafiador, perceber a dimensão do que já está sendo feito e, ao mesmo tempo, reconhecer o quanto ainda posso aprender e contribuir. Estar entre essas pessoas me fez entender que crescer no design não é apenas sobre domínio técnico ou repertório, mas sobre escuta, troca e disposição para construir junto.


E foi justamente nesse ambiente que algo ficou muito evidente: nesses espaços, o design deixa de ser individual para se tornar coletivo. Existe uma força de cooperação, um compromisso com o bem comum: com cidades mais justas, com processos mais inclusivos e com futuros mais possíveis.


Participar desse fórum foi também um exercício de pertencimento. De perceber que, mesmo em meio a trajetórias tão consolidadas e referências tão importantes, há espaço para somar, para aprender e para contribuir com aquilo que só cada um de nós pode trazer.


Saio desse encontro com mais perguntas do que respostas, e talvez esse seja o maior sinal de que ele cumpriu seu papel. Porque pensar o design hoje exige inquietação, abertura e, acima de tudo, disposição para crescer coletivamente.


Que venham os próximos encontros, as próximas trocas e as próximas misturas. Porque, se o design brasileiro tem molho, ele também tem muitas mãos mexendo essa panela.


Let’s bora ativar a articulação em rede e a inteligência coletiva.

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SALVADOR • BAHIA • 13–15 NOVEMBRO 2026
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